O glicerol (C3H803), mais conhecido como glicerina, é um composto alcoólico com três grupos hidroxila. É um composto orgânico, líquido, incolor, inodoro e de sabor doce. Possui a propriedade de ser altamente higroscópico, ou seja, cede ou absorve água facilmente do ambiente.
Possui um ponto de ebulição alto, é resistente ao congelamento, mas pode cristalizar em baixa temperatura.
É muito solúvel em água e em álcool, mas é insolúvel em éter e em muitos outros solventes orgânicos.
O glicerol está presente em gorduras e óleos vegetais e animais, associado a ácidos graxos como parte de uma molécula de triglicerídeos.
Nas células animais e vegetais, está presente na membrana celular em forma de fosfolipídios.
Em 1741, Claude Joseph Geoffroy, ao realizar estudos sobre a natureza das gorduras, descobriu que as gorduras simples se decompõem na presença dos álcalis.
O glicerol foi isolado pela primeira vez pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele entre 1779 e 1783.
É o resultante do processo de fabricação de sabão que não era recuperado até que começou a ser utilizado para diversas aplicações, então os processos foram modificados a fim de aumentar a rentabilidade. Ao adicionar cloreto de sódio, o sabão coagula e flutua, facilitando a separação da mistura.
Depois é necessário realizar um processo de destilação para eliminar impurezas residuais e assim obter glicerol.
Até 1949, toda a glicerina era obtida da indústria de sabão ou da fabricação de velas (originalmente elaboradas com gorduras animais). Atualmente, 70% do glicerol é de origem natural e o restante é obtido de forma sintética como subproduto do propeno.
























